terça-feira, 31 de dezembro de 2019

LEITURAS DE 2019


01 -  Vá, Coloque um Vigia – Harper Lee
02 -   Niétotchka Niezvânova – Fiódor Dostoiévski
03 -   Ruído Branco – Don de Lillo
04 -   Joana D’Arc – Helen Castor
05 -   Dona Flor e Seus Dois Maridos – Jorge Amado
06 -   A Morte de Ivan Ilitch – Lev Tolstói
07 -   Canção de Ninar – Leila Slimani
08 -   Caetés – Graciliano Ramos
09 -  A Guerra das Salamandras – Karel Capek
10 -  As Brasas – Sándor Márai
11 -  O Peso do Pássaro Morto – Aline Bei
12 -  O Primeiro Dia – Marc Levy
13 -  Um Pequeno Herói – Fiódor Dostoiévski
14 -  Dois Sonhos – Fiódor Dostoiévski
15 -  Lisístrata – Aristófanes
16 -  Arte Como Terapia – Alain de Botton e Jonh Armstrong
17 -  Quando Éramos Órfãos – Kazuo Ishiguro
18 -  Almas Mortas – Nikolai Gógol
19 -  A Torre de Babel – Morris West
20 -  A Aldeia Stepántchikovo e Seus Habitantes – Fiódor
         Dostoiévski 
21 -  Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley
22 -  Tenda dos Milagres – Jorge Amado
23 -  Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas
24 -  Uma Noite na Praia – Elena Ferrante
25 -  A Única História- Julian Barnes
26 -  Nossas Noites – Kent Haruf
27 -  Judas – Amós Oz
28 -  Farenheit 451 – Ray Bradbury

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

FAHRENHEIT 451 - RAY BRADBURY

Sinopse :

Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. A singularidade da obra de Bradbury, se comparada a outras distopias, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou 1984, de George Orwell, é perceber uma forma muito mais sutil de totalitarismo, uma que não se liga somente aos regimes que tomaram conta da Europa em meados do século passado. Trata-se da “indústria cultural, a sociedade de consumo e seu corolário ético – a moral do senso comum”, segundo as palavras do jornalista Manuel da Costa Pinto, que assina o prefácio da obra. Graças a esta percepção, Fahrenheit 451 continua uma narrativa atual, alvo de estudos e reflexões constantes. O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos. 



sábado, 28 de dezembro de 2019

JUDAS - AMÓS OZ

Sinopse :

Amós Oz é o mais importante escritor israelense da atualidade. Candidato constante ao prêmio Nobel, fez de sua obra uma reflexão profunda sobre o destino do povo judeu. Quais cicatrizes a história turbulenta do país deixou sobre seus habitantes? Que marcas imprime no indivíduo uma vida atravessada pela guerra? Há solução possível para um conflito que remonta a tempos imemoriais? Judas é exemplo claro da densidade de sua obra. O protagonista é Shmuel Asch, um estudante que se vê em apuros no inverno de 1959: sua namorada o deixou, seus pais faliram e ele foi obrigado a abandonar os estudos na universidade e interromper sua pesquisa - um tratado sobre a figura de Jesus sob a ótica dos judeus. Passado o desespero inicial, ele encontra morada e emprego numa antiga casa de pedra, situada num extremo de Jerusalém. Durante algumas horas diárias, sua função é servir de interlocutor para um velho inválido e perspicaz. Na mesma casa, vive uma mulher bonita e sensual chamada Atalia Abravanel, com quase o dobro de sua idade. Shmuel é atraído por ela, até que a curiosidade e o desejo transformam-se numa paixão sem futuro. Neste romance cheio de lirismo, Amós Oz retorna ao cenário de alguns de seus livros mais apreciados, entre eles Meu Michel e De amor e trevas: a Jerusalém dividida em meados do século XX. Ao lado de seus personagens, Oz é corajoso o bastante para questionar o estabelecimento de um estado para os judeus, com suas consequentes guerras, e se pergunta se seria possível eleger um caminho histórico diferente. Como lembra o ensaísta Alberto Manguel, neste livro Amós Oz revolve, com profunda inteligência e paixão, o coração da tragédia palestina. “Mais uma vez, Oz nos dá uma absoluta, necessária obra-prima.” - Alberto Manguel



sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

NOSSAS NOITES - KENT HARUF

Sinopse :

Em Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a seu vizinho, Louis Waters. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites solitárias em suas grandes casas vazias. Addie propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da tarde para ter alguém com quem conversar antes de dormir. Embora surpreso com a iniciativa, ele aceita o convite. Os vizinhos, no entanto, estranham a movimentação da rua, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto parecia. Neste aclamado romance, Kent Haruf retrata com ternura e delicadeza o envelhecimento, as segundas chances e a emoção de redescobrir os pequenos prazeres da vida - que pode surpreender e ganhar um novo sentido mesmo quando parece ser tarde demais.



quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

A ÚNICA HISTÓRIA - JULIAN BARNES

Sinopse :

"Você prefere amar mais e sofrer mais, ou amar menos e sofrer menos? Para mim, esta é a única e verdadeira questão." Quando essa história tem início, Paul é um universitário entediado de 19 anos que, ao passar as férias em sua casa nos subúrbios de Londres, aceita a sugestão da mãe para frequentar o clube de tênis local, um ambiente onde circulam pessoas que nada têm em comum com ele. Lá, em um torneio de duplas, sua primeira parceira é Susan Macleod, uma experiente jogadora, já perto dos cinquenta, casada e mãe de duas filhas quase adultas. Em pouco tempo, os parceiros se tornam amantes e, apesar da desaprovação dos pais de Paul e da mistura de surpresa e ressentimento do marido de Susan, que não consegue conviver com o fato de que Paul é mais do que um amigo da família, os dois mergulham de cabeça num conturbado relacionamento de toda uma vida. A única história que há para contar vem pela voz de Paul, que, décadas mais velho, nos relata suas lembranças, suas reflexões sobre o significado do amor, a devoção e os momentos torturantes de desamparo quando o inesperado vira a história dos amantes pelo avesso e decisões dolorosas precisam ser tomadas. Ao voltar ao passado, Paul precisa entender o que aconteceu com Susan, que erros ele pode ter cometido, e se ainda é possível acreditar que o amor transforma uma vida.




terça-feira, 10 de dezembro de 2019

UMA NOITE NA PRAIA - ELENA FERRANTE

Sinopse :

Elena Ferrante retorna ao universo do romance "A filha perdida", para contar essa fábula sombria, narrada do ponto de vista de Celina, uma boneca que é perdida em uma praia. Após ganhar um gatinho de presente do pai, Mati - dona de Celina e sua melhor amiga - fica tão fascinada que acaba esquecendo a boneca, que é a sua favorita. Deixada para trás na areia deserta e sem saber como voltar para casa, Celina vai enfrentar uma noite interminável, cheia de sustos e surpresas, além da companhia indesejada de um salva-vidas cruel e seu terrível ancinho. À luz das chamas de uma fogueira, a noite transforma-se numa aventura fantástica e assustadora que só termina ao nascer do sol. Uma história de impressões e percepções, ao mesmo tempo leve e repleta de tensão, dedicada não só ao público infantil, mas aos fãs da autora de todas as idades.



segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

OS TRÊS MOSQUETEIROS - ALEXANDRE DUMAS

Sinopse :

O jovem d'Artagnan chega praticamente sem posses a Paris, mas, depois de alguns percalços, consegue se aproximar da guarda de elite do rei Luis XIII: os mosqueteiros. Nela conhece os inseparáveis Athos, Porthos e Aramis, que passarão a ser seus companheiros de aventuras. Juntos, os quatro enfrentam combates e perigos a serviço do rei e sobretudo da rainha, Ana da Áustria, tendo por inimigos principais o cardeal de Richelieu, a misteriosa Milady e o ousado duque de Buckingham. Misturando personagens reais, fictícios e romanceados, Dumas coloca seus mosqueteiros em meio às mais perigosas intrigas políticas da Europa do século XVII.



domingo, 8 de dezembro de 2019

TENDA DOS MILAGRES - JORGE AMADO

Sinopse :

Na Tenda dos Milagres, na ladeira do Tabuão, em Salvador, onde o amigo Lídio Corró mantém uma modesta tipografia e pinta quadros de milagres de santos, o mulato Pedro Archanjo atua como uma espécie de intelectual orgânico do povo afro-descendente da Bahia. Autodidata, seus estudos sobre a herança cultural africana e sua defesa entusiástica da miscigenação abalam a ortodoxia acadêmica e causam indignação entre a elite branca e racista. A história é contada retrospectivamente, em dois tempos. Em 1968, a passagem por Salvador de um célebre etnólogo americano admirador de Archanjo desencadeia um revival de sua vida e obra. Para a comemoração do centenário de nascimento do herói redescoberto, arma-se todo um circo midiático. Contrapondo-se a essa apropriação política da imagem de Archanjo, sua trajetória é narrada paralelamente como foi preservada na memória do povo: os amores, as polêmicas com os luminares da universidade, os confrontos com a polícia. Ao contar a história desse herói complexo, também conhecido como "Ojuobá, os olhos de Xangô", Jorge Amado traça um painel da cultura negra baiana e de sua resistência contra a repressão violenta a que foi submetida nas primeiras décadas do século XX, resgatando e exaltando manifestações como o candomblé, a capoeira, os afoxés e o samba de roda. Escrito em 1969, com a verve e a sensualidade habituais do autor, Tenda dos Milagres atesta seu amor à cultura afro-brasileira e seu humanismo radicalmente libertário. 



sábado, 7 de dezembro de 2019

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO - ALDOUS HUXLEY

Sinopse :

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários. Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos. Como um alerta de que, ao não se preservarem os valores da civilização humanista, o que nos aguarda não é o róseo paraíso iluminista da liberdade, mas os grilhões de um admirável mundo novo.